"Mas a vida, a vida, a vida, a vida só é possível reinventada." Li e pensei em quantas vezes já reinventei a minha vida. Li e pensei o quanto isso é verdadeiro, o quanto isso faz sentido e o quanto isso nos amedronta. Vou contar uma pequena história: aos 13 anos eu acreditava que seria padre, pensei seriamente nisso, mas desisti pouco tempo depois porque padre não namora, não casa e isso para mim é inconcebível; depois arrumei uma namorada, com quem fui morar aos 18 anos em Belo Horizonte e que me fez prestar o vestibular para publicidade - eu entrei, ela não. Comecei o curso aqui em São Paulo e depois nos mudamos para BH. Mas, durante o curso, eu conheci outra pessoa, que viria, mais tarde, ser outra namorada. O casamento não deu certo e voltei, e recomecei. Arranjei emprego em uma metalúrgica e aos vinte e um anos decidi que queria ser ator. Nova namorada - a da faculdade -, novo curso - o de artes cênicas -, e novo emprego - a metalúrgica. É claro que não ia durar, afinal, ator troca de namorada como troca de roupa. Fim de namoro, continuidade do teatro. Dois anos em cartaz me fizeram perceber que mal iria conseguir me sustentar com o teatro. Nova faculdade: letras. Novos namoros e relacionamentos: uma constante em minha vida (pareço um pouco promíscuo, mas sinto uma necessidade enorme de estar com alguém, sempre). Ao terminar a faculdade, novo emprego: professor - e nesse parece que me encontrei. Gosto muito de dar aulas, compartilhar conhecimento com os alunos - ensinar e aprender.
De uns tempos para cá, vi que eu posso ser muito mais útil fora do que dentro da sala de aula e por isso estou terminando o curso de gestão escolar: quero ser diretor ou coordenador. Quero pensar no fazer pedagógico e modificar o que se faz - e como se faz besteiras em uma escola.
Constantemente, ouço meus alunos sobre a dificuldade de decisão sobre a carreira a seguir. O que dizer para eles? Pense em algo que vocês gostem, mas que te deem retorno financeiro, afinal, não adianta gostar e passar fome, nem ter dinheiro e ser frustrado. O que fica disso tudo depois de três faculdades, duas pós-graduações, sei lá quantos namoros, é que a vida, a vida de verdade, a vida verdadeira, aquela vida que faz sentido só é possível reinventada. Não tenho medo de errar e só se arrependa de não tentar. E salve, Cecília Meireles.
Até o próximo,
reinventando sempre
Teder Sacoman
PS.: Agradeço as mais de cem visualizações que o primeiro post teve. Valeu!

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