domingo, 21 de julho de 2013

Cala a boca, Fábio

Ontem, 20 de julho, dia da amizade. Nada mais normal do que querer comemorar com os amigos essa data. Eu fui na casa de um grande amigo, o Marcão e sua esposa Rosângela. Conversamos, bebemos, rimos e tal. Foi muito legal.
O que não é legal é as pessoas não perceberem que tudo tem um limite. Estava eu dormindo, sou velho e durmo, ficar acordado a madrugada inteira é coisa pra adolescente, quando às 2h00 da manhã sou acordado pelo meu vizinho do andar de cima experimentando a caixa de som que havia recebido de presente de um amigo. Ele ligou aquela "merda" com um putz-putz terrível e tentou ver quantos decibéis aquilo alcançava. Não bastasse isso, ele e toda a população daquela casa resolveram testá-la na sacada. O som vinha direto para o meu quarto.
- Putz, véio... mó alto!
- É isso ae, Fabio, da hora!
Hora? Eles têm noção da hora? São duas da manhã e eu quero dormir, mesmo que hoje seja domingo, eu quero e preciso dormir.
Levantei e disquei para a portaria, explicando o que estava acontecendo. Uma vez, duas vezes, na terceira eu ouço:
- Esse povo não sabe o que é ser jovem. Eu falo alto? Eu falo alto e ouço música alta também.
Houve uma pequena discussão entre o vigia da noite e o rapaz do andar de cima, mas a música acabou e o silêncio se instaurou, graças a Deus.
Sou chato? Um pouco. Não tenho nada contra festas e muito menos contra as regras de condomínio. Se quer dar uma festa, respeita-as, caso contrário vá festejar em um lugar adequado. Da próxima vez que isso acontecer eu apenas vou sair de cueca na sacada e gritar: Cala a boca, Fábio e desliga essa merda! Por favor - só para ser educado.

Abs

Teder

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Nem sempre as coisas são como deveriam ser...

Este post é mais uma terapia, um desabafo, que um texto sobre algo em si. Na verdade, o é também. Eu sou um pouco ansioso... na verdade... muito ansioso. Não me prometa algo que não pode cumprir, nunca me fale que fará algo que não fará...
Acredito que as coisas no Brasil deveriam seguir a pontualidade britânica, pois, nos últimos dias tenho estado à beira de um colapso... vejam:
- a moça da imobiliária diz, na quarta-feira, que o contrato ficará pronto na sexta-feira. O que eu faço? Cancelo todos os compromissos para esperar a ligação que só vem às 17h30 para avisar que não foi possível concluir o processo e que deverá ficar pronto na próxima segunda ou terça.
- a atendente da NET diz que o técnico irá me visitar entre 20h00 e 23h00. Muito estranho, ele vem pra jantar? Traz uma pizza pelo menos, mas fico esperando. Você veio? Nem ele.
- a moça do banco diz que as aplicações estarão disponíveis em até 24h. Já foram quase 48h e o dinheiro? Nada ainda.
Essa falta de compromisso me deixa nervoso porque se eu atraso o cartão de crédito do banco em 24h, eles me ligam. Se eu atrasar o pagamento do aluguel da sexta para segunda, eles me ligam. Se eu não pagar a NET no prazo certo, eles me ligam. Quer dizer que eu devo ser pontual e eles fazem do jeito que querem? Ah, vou comer um bolo para relaxar... só assim mesmo!

Abs

Teder

domingo, 14 de julho de 2013

A dificuldade da comunicação

Volto a este blog para narrar uma situação vivenciada pela minha pessoa na data de hoje... Fui com alguns amigos ao shopping Raposo para assistir a um filme... Estávamos dando uma volta, esperando o horário do filme quando me deparei com uma feirinha de artesanato e uma barraca de pins e ímãs... fui xeretar... estava escolhendo alguns e tal, ao meu lado, além dos amigos, duas meninas, uma de muleta e a outra que falava mais que a boca. O dono da banca chegou e perguntou se poderia nos ajudar. Dissemos que estávamos apenas olhando e continuamos olhando.
De repente a menina que falava demais perguntou se ele tinha um ímã escrito: Não fume!
O cara ficou olhando e com sotaque americano disse que não havia entendido e pediu que elas falassem em inglês. Elas riram e sinalizaram que não sabiam o idioma. Eu, na minha compaixão, com a maior boa vontade em ajudá-las disse: No smoking! Achei que tinha feito minha parte, tinha pagado de CDF, todos me olhando e tal, me sentindo o bonzão do inglês...
Só o que o cara desembestou a falar e eu, sem entender muito do que ele falava porque parecia um locutor esportivo, disse "não" e continuei olhando. O meu desespero por não entender fez com que eu fosse rude, mal educado. Poderia ter dito: Sorry, I don't understand you. E tudo ficaria bem. Enfim, com medo de errar alguma coisa eu acabei não falando uma língua que eu conheço, paguei um mico enorme na frente dos meus amigos que ficaram rindo e tirando sarro: "Ué, você não é professor de inglês?", as meninas devem ter me achado o maior babaca: "Quis pagar de bonzão e se fudeu!", o gringo me achou um mal educado e eu perdi a chance de usar o meu inglês.
Um dia ainda perco o medo de errar e saio falando, afinal, o que importa é se comunicar!

Até a próxima,

Essa semana promete...

Teder Sacoman

PS.: Pallas vem aí!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Enfim, chegou...

Não sou muito afeito a festejos e comemorações de aniversário. Procuro sempre me esconder nesse dia, talvez porque sempre que planejo algo, não dá certo, mas enfim... a festa é o de menos para mim.
Gosto de olhar para trás e refletir sobre tudo o que se passou nesses últimos anos: as conquistas que tive, as perdas que precisei encarar, as promessas que não cumpri... e olhar para frente, planejar tudo o que eu quero. E isso, felizmente, está muito claro para mim e já estou trabalhando para que se realize.
Algo com o qual, talvez, eu não esteja me entendendo muito é a idade...há pouco eu tinha 18, hoje já são 32. Acho engraçado como o tempo passa mais rápido conforme envelhecemos. Constantemente me assusto ao ver que meus alunos nasceram no ano que eu já estava na faculdade. Que minha mãe está chegando nos 60, que minha sobrinha - que eu vi nascer, tão pequenina - já vai fazer 10.
Não sou do tipo pessimista, mas do tipo reflexivo. Hoje penso muito em mim, nas coisas que quero fazer e que me dão prazer. Agradeço a Deus, ao meu pai Oxaguian por estar vivo, saudável e com forças para continuar... um ótimo aniversário para mim!

Beijos

Teder Sacoman


sábado, 6 de julho de 2013

Sonhos...


Hoje eu quero contar um sonho. É muito estranho, mas tenho tido sonhos estranhos, muitas vezes - em sua maioria - com pessoas que já estão em um outro plano. Alguns são muito claros, entendo o que significam, mas outros são confusos, não fazem muito sentido para mim. Às vezes guardo para mim apenas, às vezes divido com quem acho que devo dividir e dou os recados que acho que devo dar.
Devo dizer que sou candomblecista (acho que é esse o termo), acredito muito em forças da natureza, nos orixás e nos outros planos existenciais. Para mim,  esse mundo é apenas uma passagem para aprendizagem. E o sonho de hoje tem muito a ver com isso.
Não é novidade para ninguém o quanto eu amo Clara Nunes, "a mineira guerreira filha de Ogum com Iansã". Ela tem estado presente em diversos momentos. Quando estou triste, é ela que me dá alegria; quando estou ansioso, ela me traz a calma...enfim, as músicas de Clara e a sua história me motivam a nunca desistir e sempre tentar. E essa noite ela se fez presente. Depois de muitos sonhos ruins, um sonho maravilhoso:
Era um programa de televisão, Os trapalhões, anos 70. De repente, de uma brincadeira, os orixás começavam a tomar conta do palco: Ogum, Iansã, Xangô, Iemanjá, meu pai Oxaguian, todos eles e ela aparecia: Clara, com seu cabelo exuberante, em um vestido vermelho, cantando e dançando para mim. Só eu a via. Era um show exclusivo e tudo muito lindo. Ela cantava, os orixás dançavam e eu me sentia feliz como nunca.
Pode ter sido apenas um sonho, mas foi a realização de um sonho que eu nunca realizarei. Quando Clara "se foi a cantar para além do luar onde moram as estrelas" eu tinha apenas dois anos. Não a conheci, somente a vi em fotos e vídeos, mas esse sonho foi tão real que sinto ter ganho um dos primeiros presentes de aniversário desse ano: a Claridade esteve comigo e sei que ela sempre estará, gravada em minha mente, em meu espírito e no meu corpo.
Bem, queria apenas dividir esse belo momento que tive com todos. Ninguém precisa acreditar no que eu disse, no que eu acredito, basta que eu acredite e isso me faça bem.

Axé

Teder Sacoman

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A novela das 8

O post de hoje é para falar de um filme que já esteve em minhas mãos diversas vezes: já o vi em camelôs, em lojas de dvds (compro muitos filmes), na tv a cabo, enfim... sempre desdenhei, talvez por causa do título "A novela das oito".
Achei que seria um filme sobre novelas no Brasil, sei lá. Mas hoje, ao abrir o youtube, ele estava lá, em destaque, como sugestão. Pensei: "deve ser perseguição, melhor eu assistir logo essa merda e pronto". E fi-lo. E surpreendi-me. Terminei de assistir com o pensamento: "Esse é um roteiro que eu gostaria de ter escrito. Essa é a história que eu gostaria de ter contado".
Há muitos que acham cinema nacional uma porcaria, mas eu gosto, e muito dos filmes brasileiros. Ainda mais que como esse envolve questões políticas - com a perseguição da personagem principal pelos militares na ditadura -, amorosas - o romance que não deu certo entre os companheiros comunistas, mas que gerou um filho, sexuais - o filho da protagonista se descobrindo gay e tendo sua primeira vez com um homem que vive um casamento de mentira -, emocionais - a prostituta que sonha viver uma novela...
Enfim, não vou contar toda a história do filme, quem quiser que assista no link abaixo. Quero apenas deixar aqui meu reconhecimento a uma bela história que deixa um gosto de "quero mais" ao final.

Aproveitem!


Teder Sacoman

terça-feira, 2 de julho de 2013

Literatura de mulherzinha...

Esse é mais um post da série "Preconceito Literário". Vou falar um pouco sobre o livro "Fora de mim", de Martha Medeiros, lançado esse ano.
Eu nunca havia ouvido falar em Martha Medeiros, na verdade eu conhecia a adaptação de sua obra para a televisão e para o cinema "Divã", interpretado por Lilia Cabral. A sugestão de lê-la me foi dada pelo Renato Ferreira há algum tempo. Acabei achando o livro por acaso, comprei e fui ler. Ainda na livraria me perguntaram: É pra sua namorada?
Eu não entendi muito e questionei o porquê?
É um livro para meninas, fala de uma mulher mal amada que vai atrás do grande amor da vida dela, essas coisas de meninas.
Dei uma risada sem graça, paguei e sim. Hoje, sem ter muito o que fazer, resolvi lê-lo. Um livro pequeno, rápido de ser lido. Realmente fala sobre uma mulher que após doze anos de um casamento falido, resolve ir atrás de um grande amor. Na verdade, ela não está procurando um amor, está procurando a si mesma, está buscando saber quais são seus gostos, suas preferências. Estar envolvida com alguém é, ao meu ver, apenas uma forma de isso acontecer. Tanto tempo passou sem saber quem era que precisa de ajuda para isso. Seus romances não dão muito certo, mas entre acertos, erros e situações inusitadas - como se tornar amiga da mulher que lhe roubou um dos namorados - ela se encontra. Ela se descobre e se define.
Fiquei pensando, ao término da leitura, se esse é realmente um livro para mulheres. Acho que consegui compreender muita coisa sobre a alma feminina. É impossível ler e não se identificar como um dos namorados da personagem principal e se ver em uma das situações descritas.
Enfim, rotular um livro como "de mulherzinha" só porque foi escrito por uma mulher e tem situações românticas como pano de fundo é uma análise muito superficial. Martha Medeiros é uma de nossas maiores escritoras da atualidade e seus livros devem ser lidos levando em conta os diversos painéis que são pintados em suas histórias.

Até mais,

Teder Sacoman