sábado, 6 de julho de 2013
Sonhos...
Hoje eu quero contar um sonho. É muito estranho, mas tenho tido sonhos estranhos, muitas vezes - em sua maioria - com pessoas que já estão em um outro plano. Alguns são muito claros, entendo o que significam, mas outros são confusos, não fazem muito sentido para mim. Às vezes guardo para mim apenas, às vezes divido com quem acho que devo dividir e dou os recados que acho que devo dar.
Devo dizer que sou candomblecista (acho que é esse o termo), acredito muito em forças da natureza, nos orixás e nos outros planos existenciais. Para mim, esse mundo é apenas uma passagem para aprendizagem. E o sonho de hoje tem muito a ver com isso.
Não é novidade para ninguém o quanto eu amo Clara Nunes, "a mineira guerreira filha de Ogum com Iansã". Ela tem estado presente em diversos momentos. Quando estou triste, é ela que me dá alegria; quando estou ansioso, ela me traz a calma...enfim, as músicas de Clara e a sua história me motivam a nunca desistir e sempre tentar. E essa noite ela se fez presente. Depois de muitos sonhos ruins, um sonho maravilhoso:
Era um programa de televisão, Os trapalhões, anos 70. De repente, de uma brincadeira, os orixás começavam a tomar conta do palco: Ogum, Iansã, Xangô, Iemanjá, meu pai Oxaguian, todos eles e ela aparecia: Clara, com seu cabelo exuberante, em um vestido vermelho, cantando e dançando para mim. Só eu a via. Era um show exclusivo e tudo muito lindo. Ela cantava, os orixás dançavam e eu me sentia feliz como nunca.
Pode ter sido apenas um sonho, mas foi a realização de um sonho que eu nunca realizarei. Quando Clara "se foi a cantar para além do luar onde moram as estrelas" eu tinha apenas dois anos. Não a conheci, somente a vi em fotos e vídeos, mas esse sonho foi tão real que sinto ter ganho um dos primeiros presentes de aniversário desse ano: a Claridade esteve comigo e sei que ela sempre estará, gravada em minha mente, em meu espírito e no meu corpo.
Bem, queria apenas dividir esse belo momento que tive com todos. Ninguém precisa acreditar no que eu disse, no que eu acredito, basta que eu acredite e isso me faça bem.
Axé
Teder Sacoman
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